ENDOCARDITE BACTERIANA E O ATOR LUIZ GUSTAVO

Luiz-GustavoIntérprete de Apolônio em “Joia rara” e de Vavá em “Sai de baixo”, o ator Luiz Gustavo está internado há dias na UTI para tratar uma endocardite, tipo de infecção bacteriana no coração. Considerada uma doença grave, que leva à morte cerca de 20% dos pacientes, ela está relacionada, na maioria dos casos, à má higiene bucal. Segundo o ortodontista Júlio Pedra e Cal Neto, cuidados básicos, se seguidos à risca, já são suficientes para a prevenção.

Pessoas com grande quantidade de bactérias na cavidade oral correm risco desses micro-organismos caírem na corrente sanguínea quando há algum sangramento – decorrente de doenças como gengivite e periodontite ou de procedimentos odontológicos. Uma vez no sangue, as bactérias tendem a se alojar nas paredes internas e nas válvulas do coração, dando início à endocardite.

Por isso, em caso de tratamentos dentários, recomenda-se uma profilaxia antibiótica para minimizar o risco.

O principal agente causador da infecção é o Streptococcus viridans. O Staphylococcus aureus, outra bactéria, também pode provocar o problema, usando ferimentos na pele como porta de entrada para o organismo.

Cardiopatias, uso de válvulas protéticas ou próteses articulares e doenças reumáticas aumentam o risco de endocardite. Os sintomas da doença são febre persistente associada a suores noturnos, falta de ar e cansaço, além de dores lombares e ósseas.

O tratamento é feito via venosa com antibióticos, por quatro a seis semanas. Depois, o paciente precisa ser monitorado para ver se ficou alguma sequela no coração – explica a infectologista Cristiane Lamas, do Instituto Nacional de Cardiologia.

Nesses casos mais graves, em que há dano para estruturas cardíacas, é preciso uma cirurgia para a troca das válvulas naturais por próteses.

De acordo com Júlio Pedra e Cal Neto, a endocardite, se não tratada, pode levar à infecção generalizada e, consequentemente, à morte.

- As bactérias começam a se proliferar e infectam outros órgãos, fazendo-os parar – diz o professor de Odontologia da Universidade Federal Fluminense.

 

 

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