Assistente de dentista.



Quando se contrata uma assistente de dentista, por qualquer método que seja (curriculuns, centro de emprego, filha da amiga da vizinha…), há sempre alguns aspectos que são uma incógnita: como será no ambiente de trabalho. Por mais que sejam treinadas e ensinadas, o lado pessoal e a maneira de ser não mudam. Algumas características negativas que observei em várias clínicas dentárias onde trabalhei, evidenciam-se mais:

A intriguista:

Em clínicas onde trabalham muitas mulheres, há sempre uma com tendência a querer criar intrigas com as colegas. É inevitável, já dizia meu bisavo que se só sobrassem três mulheres no mundo, duas juntavam-se para falar mal da outra. Já vi muita discussão e choradeira em sala de esterilização.

A mandona:

Em clínicas dentárias grandes, geralmente há uma assistente que é o braço direito do patrão. Nem sempre o critério competência conta, antiguidade quase sempre é um posto. A mandona costuma ser a que trabalha menos horas, ganha mais e muitas vezes tem a última palavra. Pelos privilégios que costuma ter, causa sempre alguns problemas com as outras. Mas é como o Cristiano Ronaldo: parece que não faz nada o tempo todo, mas no fim é quem resolve os problemas mais espinhosos.

A preguiçosa:

É sempre a última a chegar, seja de manhã ou na hora do almoço. A avó morre duas vezes por ano, o marido fica doente todos os sábados, a filha mais nova já virou objeto de estudo científico: tem sempre febres altas nas vésperas de feriado. Tem preguiça de lavar e esterilizar, preguiça de limpar, adormece na recepção do consultório e, se o patrão não vai trabalhar, é dia de folga.

A resmungona:

Não quer ficar na recepção, não quer trabalhar com o dr. Fulano e muito menos com o dr. Ciclano. Resmunga com o condicionador de ar, resmunga com o computador e resmunga com a auto-clave. Pior, resmunga com os pacientes, com os acompanhantes dos pacientes, com os filhos dos pacientes, com as colegas e com o patrão. Só não resmunga nos dias de folga.

A sabe tudo:

A assistente que sabe tudo é uma das piores com quem se pode trabalhar. Intromete-se na conversa com os pacientes, dá conselhos sobre medicamentos no telefone e trata dos dentes dos amigos e conhecidos. Estudou até ao quarto ano primário, mas com cinco anos de assistente dentária acredita piamente que já está formada. Já vi algumas assim.

:-)


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